Agência pequena? Sim!
20 de julho de 2007
Fechando a sexta-feira na mesma linha dessa semana diferenciada, resolvi postar aqui o resumo da tradução (não tão literal) de um texto muito interessante, que encontrei na AdAge. O artigo trata de um assunto bastante comum para os publicitários, especialmente os que estão começando: as agências pequenas. Como descobri recentemente que uma boa parte dos blogs que frequento é gerenciada por estudantes de publicidade, achei ainda mais pertinente colocá-lo aqui.
Como todos sabemos, é muito fácil se sentir desestimulado com tantas coisas negativas que podem acontecer no mercado publicitário. Nessas horas, Bart Cleveland acha legal fazer uma lista das razões pelas quais se quer trabalhar em uma agência pequena. Aí vão elas:
1. Liberdade: Trabalhar em uma agência de pequeno porte é quase sempre usufruir de mais liberdade do que alguém com anos de experiência em uma agência grande. É uma questão de lógica: com menos gente pra fazer o trabalho, você fica encarregado de mais responsabilidades, tendo consequentemente mais liberdade para fazer as coisas. Claro, você muitas vezes precisa realizar tarefas toscas, mas esse é um preço justo pela liberdade adquirida. Além do mais, pode ser terapêutico lamber selos e achar sua própria correspondência(!).
2. Família: Seguindo a lógica de poucos funcionários, é muito mais fácil formar uma “família” dentro de uma agência pequena. É bem provável que isso um dia vá mudar, a agência vá crescer e você não vá conhecer todos que trabalham com você. A agência poderá estar mais forte e melhores oportunidades poderão surgir, mas todos vão lembrar da época em que eram poucos como “os velhos tempos”.
3. Sonhos: Os que fazem parte de uma agência pequena costumam querer criar uma reputação que será invejada por todos. As chances estão contra eles, é fato, mas isso só faz a vontade crescer. Essa vontade é um grande estímulo, que não os deixa desistir quando um cliente não é conquistado, por exemplo. Concretizar um sonho é uma tarefa difícil, porém nada pode os impedir de tentar.
4. Esperança: Há muitos como você por aí afora, que sonham em fazer seu melhor trabalho, enquanto a agência só quer se livrar das coisas. A esperança segue a mesma linha dos sonhos. Por mais que você saiba que há muitas agências ruins no mercado, a esperança não morre, pois há sempre os que te encorajam e parabenizam por tentar impor suas idéias e princípios.
5. Coragem: Quando se trabalha em uma agência pequena, tem-se mais liberdade. Tendo mais liberdade, é possível ousar mais. E ousando é que se consegue grandes resultados. Construir um modelo de agência é difícil, mas fazer com que as pessoas que trabalham nela estejam estimuladas e seguindo um mesmo objetivo é mais difícil ainda. É disso que Bart Cleveland fala quando cita algumas pessoas que ele admirava quando estava se formando, como Pat Fallon, Jeff Gooby e Mike Hughes. Finalizando, ele afirma que “não é o cão dentro da luta, mas a luta dentro do cão o que mais importa”.